#Montaria na Companhia das Lezírias, um enorme sucesso!

Realizou-se na passada 4ª feira, 17 de Janeiro, a tradicional Montaria para sócios do CPM realizada anualmente na Companhia das Lezírias no âmbito de já antiga parceria entre o Clube e a Companhia, que teve lugar na mancha “Vale Cobrão”.

Observando uma pontualidade crescente, com a qual todos nos congratulamos, 51 associados e respectivos acompanhantes deram-se “cita” às 8h da manhã no Restaurante “Coudelaria”, sob um céu azul imaculado e um sol intenso que, com o decorrer do dia, foi anulando a brisa fria que se fazia sentir pela manhã.

Após o convivial pequeno-almoço, e antes do início do sorteio propriamente dito, o Presidente Artur Torres Pereira apresentou formalmente as 13 matilhas intervenientes que foram saudadas pelos presentes, 10 das quais associadas do CPM, tendo sido oferecido a cada uma delas o bonito cachecol alusivo a esta montaria que foi igualmente oferecido a todos os monteiros e utilizado no sorteio dos postos de cada um.

De seguida, após agradecer a todos os associados a presença e a fidelidade ao CPM, dirigiu-se em particular ao eng. Rui Alves, Director da Companhia, e ao eng. António Saraiva, Presidente do respectivo Conselho de Administração - ambos presentes como habitual -, agradecendo-lhes a disponibilidade permanente da Companhia das Lezírias para com o CPM ao longo dos anos, e em particular as atenções recebidas por parte daqueles dois responsáveis, bem como de José Luís Coelho, responsável de campo da Companhia.

O eng. António Saraiva dirigiu algumas simpáticas palavras de boas vindas aos presentes, após o que o Director de montaria, Carlos Pina Santos, fez as habituais recomendações quanto à segurança e ao comportamento no interior da mancha, sendo acompanhado por todos no tradicional “Pai Nosso” em memória dos monteiros ausentes.

O sorteio foi rápido, como rápido foi o trajecto até ao local onde os monteiros se distribuíram pelos tractores e carrinhas da Companhia que os levaram aos respectivos postos. Às 10,30h, todos colocados.

Os javalis encontravam-se predominantemente acamados nos enormes silvadões existentes ao longo das linhas de água, onde se sucederam os embates com os cães que propiciaram alguns agarres. Ao contrário do que é habitual, desta vez esses embates tiveram trágicas consequências para cães, em particular os da matilha Montes Golã, que teve um deles morto e vários feridos com gravidade por um navalheiro de enorme porte, o qual, depois dos estragos feitos, conseguiu ainda assim escapar com vida por entre os diversos postos.

A montaria que, marcada por inúmeras detonações, decorreu até às 15,30h, foi animada para quase todos, com excepção de uma das armadas e de alguns postos menos afortunados, como é aliás frequente – mas…Caça é Caça, e, em monteiros tão veteranos como os presentes, o fair-play acabou por se sobrepor ao desapontamento do momento.

O JLP não cabia em si de contente com o navalheiro cobrado; o AD, acabrunhado, questionava-se como era possível terem abalado 5 javalis, em particular o enorme navalheiro cujo impacto da primeira bala fez estragos visíveis à vista desarmada e o da segunda deixou rasto visível de sangue; o AR congratulava-se com um sorriso de orelha a orelha com o alegado 96º troféu de javali a adornar as paredes da sua casa…A SS lá teve de adiar o adivinhado mas uma vez mais adiado embate com um grande navalheiro, enquanto o HL teve um embate… mas infeliz e dispendioso, e não com um javali… O GP felicitava-se com a sorte que lhe trouxe a jovem e linda companheira que levou na ocasião…    

Recolhidos os monteiros, um magnífico cozido de carnes bravas digno das estrelas do guia Michelin, preparado no “Coudelaria” pelo chefe Carlos Samora e pela sua equipa, reconfortou os estômagos e reforçou a boa disposição de todos em animada cavaqueira quase até ao pôr-do-sol.

47 javalis – alguns de enorme porte –, incluindo 5 navalheiros, compuseram o bem apresentado quadro de caça final, registado para a posteridade com enorme satisfação dos presentes nas habituais fotos de grupo.

Boa organização, cultura monteira e respeito pelas regras de montaria por parte de todos os envolvidos, amizade e boa disposição a rodos, bons resultados – que mais pode exigir, nestes conturbados tempos que vive a Montaria em Portugal, quem a vive sob a égide do Clube Português de Monteiros?

Até à próxima!

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