#CPM nas Pintas: Um dia inesquecível!

Na 5ª feira dia 8 de Fevereiro o CPM levou a efeito uma Montaria na Herdade das Pintas, situada no Concelho de Fronteira, distrito de Portalegre, em parceria com os respectivos proprietários, os conhecidos e distintos agricultores Manuel Sevinate Sousa (pai) e Manuel Sevinate Sousa (filho).

O modelo era inusual: o preço a pagar pelos monteiros seria variável e proporcional ao resultado final da Montaria. E, ao contrário do habitual, não seriam servidos nem pequeno-almoço nem almoço – os monteiros chegaram já de pequeno-almoço tomado, levando cada um a sua cesta com a merenda para partilhar com os restantes, como sempre se fazia antigamente quando as Montarias eram coisas de amigos e o negócio ainda não a tinha inquinado, como sucede infelizmente nos nossos dias…

Bom, há que reconhecer algum exagero ao dizer-se que todos levaram a sua merenda – a verdade é que houve alguns monteiros (e monteiras) que, com criativos pretextos justificativos, se apresentaram apenas com “mãozinhas” para o almoço – as suas…

Com este enquadramento e com um extraordinário céu azul sem nuvens, e um verdadeiro sol de Inverno, intenso e frio, sem vento, os 28 monteiros envolvidos concentraram-se pelas 8,30h junto a um quente lume exterior em amena cavaqueira na Herdade do Monte Velho, da mesma Casa agrícola, situada no Concelho de Monforte.

Antes do sorteio, Manuel Sevinate filho deu as boas vindas a todos, chamou a atenção para algumas das peculiaridades da mancha, totalmente aberta e de área reduzida, sem travessas, e para a necessidade de a cobrir em total sigilo para garantir os resultados previstos, anunciando que as duas matilhas intervenientes haviam sido convidadas a privilegiar os cães ligeiros para bater a mancha de forma ainda mais suave.

​O Presidente Artur Torres Pereira agradeceu a disponibilidade da Propriedade e os cuidados postos na preparação da mancha, evocou um grande amigo ausente, o dr. José Marcelino Tavares - que desejamos, completamente restabelecido, de novo brevemente entre nós –, e enfatizou a necessidade de se guardar o maior silêncio a caminho da mancha e durante a montaria.

O Director de Montaria, Rui Correia pai, reforçou as palavras já proferidas, tendo depois sido rezado o tradicional Pai-nosso evocando monteiros e amigos entretanto falecidos.

O sorteio foi rápido, tendo-se os monteiros deslocado de seguida para o Monte das Pintas, a poucos quilómetros de distância, de onde foram conduzidos até às respectivas posturas – tendo-o feito, aliás, respeitando em absoluto o silêncio que lhes havia sido solicitado.

3 horas durou a montaria, três horas durante as quais não cessaram as ladras e as correrias dos cães, os tiros dos monteiros – que começaram mal os cães entraram na mancha -, e as movimentações de javalis no interior desta, tendo ocorrido alguns, poucos, agarres.

No final, ainda decorria a recolha dos monteiros e já se confirmava plenamente o êxito da caçada, tantos tinham sido os postos com numerosos disparos efectuados e javalis atirados.

Alguns viveram uma verdadeira “orgia” cinegética - o recordista absoluto (naquela que seguramente será a porta da sua vida…) foi RC, com 10 javalis atirados e 4 cobrados (e que, antes de conseguir…digamos… afinar a pontaria, fez o tão desejado “penta”…mas de javalis errados…). Seguiram-se-lhe RT, com 8 javalis atirados e 6 cobrados, AG com 6 javalis atirados e 5 cobrados, MSS com 13 disparos e 4 javalis cobrados, mss com 7 javalis atirados e 4 cobrados. Houve monteiros a cobrarem 2 e 3 javalis, mas…também houve monteiras a …perdoarem…3 javalis…

Pena foi que estes bons resultados não tenham sido um pouco mais repartidos pois, como normalmente ocorre nestes casos, alguns postos - que seguiram com a expectativa que se calcula o reboliço na mancha durante toda a manhã - não tiveram oportunidade de atirar – mas, como se costuma dizer…caça é caça…

Depois de tamanha agitação durante a manhã no campo, fácil é de imaginar o animado ambiente que se viveu, já de regresso ao Monte Velho, durante o prolongado almoço que se seguiu, em que cada um petiscava do (bom) que havia trazido e do (bom) que os outros haviam trazido…Em grande destaque o presunto caseiro e a bôla de carne do JR, os bolinhos de bacalhau do GE, os carapaus e as enguias do ATP e os panadinhos do NN…

Entretanto, a propriedade ia recolhendo e transportando em verdadeiro contra-relógio os javalis cobrados; e fê-lo de forma tão eficiente que o bem apresentado quadro de caça final - 45 javalis, incluindo 5 navalheiros - pôde ainda ser demoradamente desfrutado num final de dia deslumbrante, cereja no topo de um bolo cujo sabor irá ser recordado por muitos anos por todos quantos tiveram o privilégio de o provar: parabéns aos “cozinheiros”, e que no futuro não esqueçam a receita nem os ingredientes!...

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