Companhia das Lezírias – nunca defrauda!

No dia 18 de Janeiro o Clube Português de Monteiros (CPM) realizou a Montaria da Companhia das Lezírias, exclusiva para os seus sócios, desta vez na mancha do Pinhal da Carrasqueira. Esta propriedade, que pertence ao Estado, já habituou os monteiros do CPM a bons resultados, tanto em quantidade como qualidade, e mais uma vez não defraudou os presentes.

Esta montaria contou com a presença de George Aman, Presidente do CIC – Conselho Internacional da Caça e Conservação da Vida Selvagem –, que participou na sua primeira caçada em Portugal.

A Companhia das Lezírias é a prova de que nem tudo o que é gerido pelos Estado é mal gerido. Nesta propriedade agropecuária e florestal, atualmente a maior de Portugal, a gestão cinegética é feita de forma exemplar, conseguindo conciliar jornadas de caça menor a diferentes espécies – um paraíso de migradoras –, com a caça maior ao javali. Todos os processos de caça (e caçadores) são rigorosamente controlados pela equipa de guardas de caça, comandada por José Luís Coelho.

A orografia da Companhia das Lezírias obriga a um planeamento algo diferente do que assistimos na maioria das montarias. O terreno plano, salpicado de fortes silvados e balseiros, com os encames dos porcos, tem de ser batido pelas várias matilhas de uma forma mais espaçada e persistente, o que prolonga a duração da montaria. Tem sido assim todos os anos; as matilhas soltam bem fora da mancha, empurrando caça às armadas de fecho e depois, alcançando o interior da mesma, vão fazendo sair mais javalis. A verdade é que mesmo até ao final da montaria se ouvem tiros. Portanto, mesmo ouvindo as “reclamações” de quem esteve “muito tempo” na porta e nada viu, julgamos que se justifica a maior duração da montaria.

As matilhas, todas associadas do CPM, trabalharam bem. O terreno, não sendo difícil, obriga a um trabalho árduo.

É com agrado que vemos as matilhas do Norte a caçar em manchas tradicionais do Sul do país, mostrando eficácia e adaptabilidade ao meio, bem diferente daquilo que estão habituados na serranias da Beira Alta e Trás-os-Montes. Essa “deslocalização” das matilhas deve-se em boa parte ao trabalho do Clube Português de Monteiros.

No final, o quadro de caça – finalizado ainda com bastante luz diurna – foi composto por 28 javalis de bom porte, 4 navalheiros, a mostrar que também se podem fazer grandes caçadas (com qualidade de troféus) em áreas abertas.

Texto: Redacção Caça & Cães de Caça (edição de Março/2017)

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