#Bom final da temporada CPM na Serra de Montargil

No passado dia 24 de Fevereiro, sábado, em final de temporada, os associados do CPM reuniram-se para montearem os 250 ha da mancha da Serra de Montargil, no âmbito de uma parceria firmada com a prestigiada organização de Caça maior “Montarias de Portugal”, dirigida por João Jordão e Pedro Rodrigues com o apoio operacional de José Silveira, o popular “Berras”.

E em boa hora o fizeram pois, salvo uma única excepção não dependente da vontade dos homens, todos os restantes factores necessários à celebração de um bom dia de caça estiveram presentes no Monte de Portugal – hospitalidade inexcedível (obrigado, Marta!), pequeno-almoço e almoço “à maneira” (nos quais brilhou o magnífico azeite fino da propriedade), boa logística na mancha, segurança garantida dos postos, quadro de caça bem valorizado.

O sorteio foi antecedido das habituais intervenções – do Presidente Artur Torres Pereira (que aos sócios agradeceu a fidelidade ao Clube e à organização a disponibilidade e a competência), de João Jordão (dando simpaticamente como sempre as boas vindas à propriedade), de Pedro Rodrigues (com preciosas indicações quanto à mancha a montear com boas perspectivas) e do Director da montaria Mário Rodrigues, que recordou as obrigações de cada um, particularmente quanto à segurança na mancha.

Como é hábito nas montarias CPM, as 12 matilhas presentes foram anunciadas, e cada um dos seus representantes – a exemplo de cada um dos 43 monteiros presentes - recebeu  a título de recordação das mãos do Director da montaria uma pequena embalagem de azeite da propriedade e um cachecol do CPM alusivo àquele dia.

A um Pai-Nosso em memória dos companheiros desaparecidos, culminado com um “Viva Portugal” gritado por todos com sentimento, seguiu-se o sorteio propriamente dito das cinco armadas de fecho e das três travessas (o qual, feito por armadas, foi lesto e expedito) e o transporte para os postos, eficiente e rápido - às 11h, todos no monte a caçar!

E aqui fez-se então sentir a influência, para o bem e para o mal, do tal factor atrás referido não dependente da vontade humana – o Tempo.

É verdade que, no mero plano climatológico envolvente, o dia estava magnífico, o sol brilhando num céu azul sem uma única nuvem, uma brisa morna soprando levemente - um daqueles dias gloriosos que só por si aquece o coração do comum dos mortais, e que costuma em particular inspirar aqueles a quem Deus dotou do talento para a pintura e para a música.

Mas o reverso venatório da medalha foi o calor e a falta de chuva dos últimos tempos e a consequente secura da mancha, com particular impacto na respectiva metade leste menos arborizada e fresca, com influência decisiva nos maus resultados das duas respectivas armadas de fecho – sem ladras, sem tiros, sem javalis e sem animação, apesar dos vestígios relativamente recentes dos encames dos javalis bem perto, constatados pelos matilheiros.

Ao invés, na parte oeste da mancha mais arborizada e mais fresca, onde os javalis se haviam concentrado, as coisas correram mais do que bem para os felizardos cuja mão havia sido mais afortunada no sorteio, em particular para os que ocupavam as duas armadas de fecho e duas travessas – tensão permanente do princípio ao fim, ladras constantes para cá e para lá, tiros incessantes durante mais de duas horas.

Em resumo, o oito e o oitenta… tivesse a mancha sido dada duas ou três semanas mais cedo, como no final concluía arreliado o João Jordão, e seguramente não só o equilíbrio cinegético da mancha teria sido bem melhor, como os resultados teriam provavelmente sido superiores. Mas, já se sabe, Caça é Caça…

A realidade é que a maioria dos monteiros desfrutou da caçada, e não foi pouco…O JPD atirou a sete javalis cobrando cinco, entre os quais um magnífico navalheiro, o JG cobrou outros quatro (embora não se tenha sabido exactamente a quantos atirou, que nestas coisas o manto diáfano da fantasia costuma por vezes cobrir a nudez forte da verdade…), o JN cobrou quatro em vários lances, o Cebolinha atirou a três cobrando-os todos. Vários tiveram um ou dois lances bem-sucedidos.

O reverso cinegético desta particular medalha foi o indulto de alguns javalis pela MN, particularmente o daquele que a levou no final a um honroso, demorado mas infrutífero pisteio que a fez chegar tardíssimo ao almoço, já todos estavam nas sobremesas, e que seguramente lhe deixou um travo amargo durante uns dias… (O LML, que ocupava o posto ao lado e que a acompanhou solidariamente em parte desse pisteio, toda a manhã ouviu “fervilhar” tiros, cães e javalis à sua volta sem ter dado um único tiro…). Para não ficar atrás daquela, o NCP também decidiu (franciscanamente…) poupar a vida a alguns javalis…

A montaria prolongou-se através de um animado e prazenteiro almoço, no interior e ao ar livre, durante o qual jovens e veteranos discutiram até ao mais ínfimo pormenor os acontecimentos da manhã. Na altura certa, o bem cuidado quadro de caça expôs os 29 javalis cobrados até esse momento (outros 2 abatidos haveriam de ser cobrados mais tarde), destacando-se o magnífico navalheiro do JPD, e dois outros navalheiros mais, cobrados pelo LC e pelo JC.

No final – esticado até ao limite pela maioria tal era a boa disposição reinante –, e já depois das despedidas, ainda houve tempo para resolver com eficiência a partir do jeep do MR os problemas surgidos no jeep do JN (também se verifica a solidariedade de jeep´s monteiros…), cuja numerosa família presente aguardou com alguma apreensão até concluir aliviada que dali sairia sem problemas…

Obrigado a todos! Até para o ano! Viva o CPM!

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