Informações Recentes E Actualização Das Medidas Preventivas Da Peste Suína Africana

A situação epidemiológica da Peste Suína Africana (PSA) na Europa e no mundo, em especial na Ásia continua a agravar-se quer por esta doença estar a afetar novos países, quer por estarmos no período do pico sazonal da PSA (ocorrem mais focos nos meses de verão). As situações mais relevantes são as seguintes:

1. As autoridades veterinárias da República da Sérvia notificaram, a 14 de agosto deste ano, pela primeira vez um foco de PSA em suínos domésticos em Rabrovac (village Sume), Velika Krsna e Kusadak Até à presente data foram notificados mais 3 focos de PSA em suínos domésticos;
2. As autoridades veterinárias da Eslováquia, desde o dia 25 de Julho do corrente notificaram 10 focos em suínos domésticos e 3 casos em suínos selvagens, na região de Trebisov, junto à fronteira com a Hungria
3. Desde o mês de junho do corrente, a PSA tem-se alastrado pela Bulgária afetando várias regiões. Até à presente data foram notificados 45 casos em javalis e 33 focos em suínos domésticos
4. Na Roménia a situação da PSA agravou-se desde junho último. Foram notificados de 980 focos em suínos domésticos e 387 casos em suínos selvagens desde o início de 2019
5. Também têm ocorrido focos em suínos domésticos e casos em selvagens na Polónia, Letónia, Lituânia e Itália. Foram também notificados casos de PSA em suínos selvagens na Hungria, Bélgica e Estónia.
6. Continuam a ser notificados casos de em javalis e focos em suínos domésticos de PSA na Federação Russa, Moldávia e na Ucrânia perto das zonas de fronteira com a União Europeia
7. Na Ásia as autoridades veterinárias de Mianmar notificaram a 9 de agosto deste ano o primeiro foco de PSA em suínos domésticos e esta doença continua a disseminar-se pela República Popular da China, Mongólia, Vietname, Laos, Camboja e República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte).

No âmbito do Plano de Ação e Prevenção da Peste Suína Africana 2019-2021, aprovado pelo Despacho n.o 5608/2019 de 29 de maio, a Direção Geral de Alimentação e Veterinária solicita aos produtores, comerciantes, industriais, transportadores, caçadores, médicos veterinários e de quem lida com os efetivos de suínos e com as populações de javalis para que reforcem as medidas preventivas abaixo indicadas:

1 – A correta aplicação das medidas de biossegurança nas explorações, nos centros de agrupamento e entrepostos;
2 – A apropriada aplicação das medidas de biossegurança nos transportes, nomeadamente no respeitante à limpeza e desinfeção dos veículos que transportam os animais;
3 – A adequada aplicação das boas práticas no ato da caça;
4 – A correta aplicação das medidas de biossegurança ao viajar para fora do país para caçar e com os troféus de caça oriundos de outros países;
5 – A proibição da alimentação de suínos com lavaduras (art.o 23.o Decreto-lei n.o 143/2003 de 2 de julho) e com restos de cozinha e mesa ou matérias que os contenham ou deles derivem (alínea b) art.o 11 do Regulamento n.o 1069/2009 de 21 de outubro);6 – Não deixar restos de comida acessíveis a javalis, colocando-os sempres em caixote de lixo protegidos dos animais selvagens,
7 – O adequado encaminhamento e destruição dos subprodutos animais em conformidade com o Regulamento n.o 1069/2009 de 21 de outubro;
8 – A exigência de todos os intervenientes de reportar qualquer ocorrência ou suspeita de PSA bem como aumentos anormais na mortalidade nas populações de javalis (art.o 3.o do Decreto-lei n.o 267/2003 de 25 de outubro), aos serviços regionais e locais da DGAV (os contatos dos serviços, os nomes, telefones e endereços eletrónicos estão no portal da DGAV: Portal DGAV Página Planos de contingência contactos.
Lisboa, 20 de Agosto de 2019

Mais se informa que se encontra disponível no Portal da DGAV, informação adicional sobre a Peste Suína Africana. 

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