Montaria CPM/SCI na Herdade Camões - Uma montaria à antiga!

Data: 14 de Dezembro de 2019

Nas últimas semanas não tem parado de chover. Felizmente que este sábado 14 de Dezembro foi de tréguas e nos deixou desfrutar de uma das mais prazenteiras montarias dos últimos tempos…

O encontro (melhor dizendo, o reencontro, já explico) foi às 8h no pavilhão de caça de Herdade Camões, Casa grande de lavoura alentejana e portuguesa, propriedade da Família Barreira, cuja hospitalidade foi verdadeiramente extraordinária.

Esta foi desde logo uma montaria singular e inusual: a circunstância de praticamente todos os sócios do CPM e do SCI-LC presentes se conhecerem entre si e conhecerem os membros da família anfitriã fez com que todos neste dia se sentissem a caçar em sua própria casa, tal foi a comunhão sentida, a qual fez aliás aos mais velhos (ai…) recordar tempos antigos em que as montarias eram por convite e apenas juntavam amigos, normalmente vindos de véspera para serão à lareira (outro ai, ainda maior…)…

O pequeno-almoço foi o que se pode imaginar, sabendo-se que foi servido pela Paula Monteiro e pela Glória, mãos-de-fada na comida alentejana antes estabelecidas no “Canto dos Sabores”, em Vendas Novas, e agora libertas para encantar onde o seu talento for requisitado…

O sorteio (seguido intensamente pelos dois Migueis, operacionais da Casa), foi antecedido de breves palavras de boas vindas do eng. José Pedro Barreira, do Nuno Prates e de algumas recomendações do Artur Torres Pereira. Como sempre nas montarias em que o CPM intervém, as matilhas presentes foram identificadas e os seus condutores apresentados. No sorteio, a Maria foi feliz na escolha de algum posto, de outro nem tanto… E ala para a mancha dos Pinheiros que se faz tarde. A instalação dos postos teve um ou outro contratempo, mas tudo colocado a tempo e horas. Céu nublado com algumas abertas, e um vento fraco de sul que acabou por influenciar decisivamente o resultado da montaria ao fazer os animais subirem para norte em direcção à propriedade vizinha, beneficiando com isso os postos de números baixos, colocados junto à malha de arame que separa as duas manchas - saiu a sorte grande ao Comandante…

Solta concretizada, tudo na expectativa. Começou fria a montaria, mas aqueceu rapidamente - cerca de uma centena de tiros soaram espaçados ao longo de três horas e meia que durou, principalmente isolados (bom sinal) ou dobrados, felizmente bem espalhados pela mancha.

De regresso ao pavilhão de caça – o Filipe lesionado numa mão à conta do silêncio, preservado, no fecho da porta do seu veículo na ida para a mancha… - os comentários fervilharam e os relatos das peripécias de cada um multiplicaram-se. O almoço fez uma vez mais jus ao talento culinário das responsáveis e prolongou-se prazenteiramente até à noite, proporcionando momentos de confraternização alegre e despreocupada entre familiares e amigos, muitos de longa data.

O quadro de caça revelou os vinte e oito javalis cobrados, em que se destacavam dois navalheiros - um dos quais, muito bom, trazia o Diogo nas nuvens…A foto “de família” perpetuou aquele momento e aquele dia tão especiais. A Marta ainda teve um ligeiro aborrecimento à conta dos “juvenis”, mas depressa se recompôs…

Finalmente, com pesar, tiveram lugar as despedidas, já tarde. Todos pudemos viver com alegria um dia realmente feliz em torno da nossa paixão comum - afinal aquilo que é verdadeiramente o mais importante na Caça. Esperemos que outros dias assim possam ocorrer no futuro.

Os sócios do CPM e do SCI-LC presentes não esquecerão a hospitalidade e a simpatia no acolhimento que lhes foi prodigalizado neste dia pelo Eng. José Pedro Barreira, por seus filhos Filipe, Joana e Frederico e restante família! Bem hajam! Até breve!

 

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