Montaria CPM Na Herdade Da Defesa – (Outro) Grande Dia De Caça!

Quando ao montear uma mancha conseguimos associar o cumprimento escrupuloso dos princípios venatórios que defendemos ao prazer de o fazer - antes, durante e depois - com conhecidos e amigos que deles partilham, a Caça – para lá da actividade apaixonante que de per si já o é – gera em nós uma sensação única de bem-estar que só não diremos indescritível porque na verdade ela é perceptível, embora apenas por aqueles que verdadeiramente a requerem e dela não abdicam.

Foi precisamente tudo isso que aconteceu na sexta-feira 31 de Janeiro, na Montaria que o CPM promoveu em Reguengos de Monsaraz na Herdade da Defesa, coordenada pelo LE.

Como já vem felizmente sendo hábito, na véspera jantar de confraternização no acolhedor “Aloendro”, em Reguengos, para quinze associadas e associados vindos de Monção, do Porto, de Esposende, do Algarve, de Lisboa e até de Bruxelas…
A boa cozinha (que bons - sem ironia - estavam os lagartos!), e o bom vinho alentejanos (como deslizava o tinto Tapada do Barão…) – complementados pelas deliciosas alheiras caseiras trazidas pela SS - alimentaram um serão vivo e animado como deveriam ser todos…

Na manhã seguinte, pequeno-almoço e sorteio com todos os preceitos no salão do “Aloendro”. Juntaram-se sócios recentes e senadores do Clube, homens e senhoras, jovens acompanhando os pais, casais, enfim, a panóplia diversa de origens, percursos de vida, sexos e idades que caracteriza e enriquece o CPM, e o transformou de novo na instituição de referência do mundo da Caça em Portugal.

Depois dos comentários do Presidente do Clube e do director de montaria Álvaro Amaro, dos esclarecimentos sobre a mancha, da apresentação das oito matilhas e dos seus responsáveis, e do tradicional Pai Nosso, o sorteio por armadas dos 38 postos foi célere e a saída rápida. Uma chuva irritante ainda ameaçou comprometer o dia mas felizmente durou pouco e a manhã até acabou com sol.

A mancha, ondulada e a cair para o Degebe, estava repleta de javalis, cuja fuga deu origem durante toda a manhã a permanentes ladras e infindáveis perseguições por parte dos cães – e que bem caçaram todos eles, em particular aqueles que podíamos ver de perto, os de Noudar e de Alvito -, bem como alguns agarres, uns espontâneos, outros na sequência de alguns dos 146 tiros que se ouviram dispersos por toda a mancha.

Num aceiro de fecho, o recente sócio AD atirou a cinco javalis (não revelamos o índice de eficiência…), mas a dado momento, apenas atento ao que se passava à sua direita, não se apercebeu da presença à sua esquerda de um javali que, imóvel no meio do aceiro, o contemplava com curiosidade, por sua vez contemplado do posto abaixo com desespero pela SS que, sem atirar toda a manhã, assistia impotente àquele festival ao seu lado!

O MCN nunca mais numa montaria enfunda a arma sem ter o postor ao seu lado a recolhê-lo no posto – ao fazê-lo perto do final sem esperar pelo postor, e já com a arma guardada, foi surpreendido por um inteligente javali que aguardou que o tivesse feito para apenas então sair ao aceiro e prosseguir tranquilo o seu caminho…
 
O TZT teve uma lição prática de campo numa cena peculiar, que foi aliás gravada por um drone: distraído a olhar para o barranco à sua frente, não se deu conta do enorme e astucioso navalheiro que deixou a piara junto ao rio entregue à sua sorte no combate com os cães, subiu o barranco e foi atravessar discretamente a estrada uns 80 metros à sua esquerda – tão discretamente que não foi visto…

O NN atirou um pouco adiante a esse navalheiro, o qual feriu e acabou por ser rematado noutro posto. A inspecção feita no final a esse animal revelou uma (boa) navalha partida e uma (grossa) amoladeira a abanar, razão pela qual algumas más-línguas logo sugeriram que o javali buscou o NN no seu posto para uma ortodontia redentora dos seus males, tendo sido com ingratidão recebido a tiro…
A ser verdadeira esta tese, a realidade é que o NN foi logo a seguir penalizado (castigo divino?) quando, um pouco mais tarde, levou um bigode do JLP, errando repetidamente um javali que aquele abateu a cerca de 200 metros, versão confirmada pelos dois…
 
O LFS arrependeu-se mais tarde de não ter trazido o fato de mergulho, pois o javali que cobrou ficou no rio e ele não esteve para se molhar…

O JLL errou três javalis; o filho, posto pela mãe a par de tão nefasto acontecimento no final da montaria, e sem observar o respeito devido a um Pai, o qual deve sempre ser muito, insinuou com sarcasmo mal disfarçado ter uma arma boa para lhe emprestar!...

Do Porto, o LM cobrou dois e o JG três; do Algarve e do Minho, o JLC e o TA (o mais recente associado) assinaram o ponto cobrando um cada um. Nem todos atiraram, mas Caça é Caça…

No final, recolha dos monteiros e bom e prolongado almoço no “Aloendro”. No quadro de caça final não puderam figurar os cerca de dez javalis cobrados em agarres porque os respectivos locais, no meio da mancha, não permitiam o acesso a veículos; ainda assim os 31 javalis expostos, dos quais três navalheiros, eram evidência bastante de (mais uma) grande montaria! Obrigado, LE!

 

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